Chegou um tempo em que ninguém está acima da lei, diz Marina Silva sobre Lula

Chegou um tempo em que ninguém está acima da lei, diz Marina Silva sobre Lula

Sonia Racy

13 de julho de 2017 | 01h00

MARINA SILVA. FOTO: MARCOS DE PAULA/ESTADÃO

Dona de 22 milhões de votos em 2014, Marina Silva aponta o que considera essencial no episódio da sentença contra Lula, anunciada ontem por Moro: “É a chegada de um tempo em que ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei”.

A ex-petista, em conversa com a coluna, considerou “dramático” e “triste” o momento nacional, com dois ex-presidentes submetidos ao rigor da lei e o sucessor deles ameaçado de igual destino.

E fez uma comparação: “A Justiça Criminal está fazendo o seu papel. Quem não fez o seu foi a Justiça Eleitoral” – uma queixa contra o TSE, que não cassou a chapa Dilma-Temer.

Ombro a ombro

Moro e o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, cruzaram-se num corredor em Curitiba, instantes depois de o juiz ter divulgado, no início da tarde de ontem, a sentença contra Lula.

É que daí a pouco começaria audiência sobre a compra do terreno para o Instituto Lula em SP. Ao longo da tarde foram ouvidos, nessa ação, quatro executivos da Odebrecht, entre os quais Cesar Ramos Rocha.

Bateu, levou?

Vai ter troco a ocupação da Mesa do Senado, anteontem, por um grupo de senadoras da oposição. Seus colegas José Medeiros, Ana Amélia, Ronaldo Caiado e Antonio Anastasia, entre outros, representaram ao Conselho de Ética do Senado contra a atitude das moças.

Lembrou-se, no grupo, que elas confundiram “a força do argumento com o argumento da força”.

Luzes

Entre os interessados na compra da Light, o mais provável, segundo quem conhece profundamente o setor, é que a Enel – dona da Ampla– saia vencedora.

Outros concorrentes? Equatorial e EDP. Há possibilidade, mesmo que pequena, de a Energisa entrar. E se a CPFL participar da briga, surpreenderá.

Ajuda ninja

Artistas e celebridades que lançaram site anti-Temer contaram com a ajuda do coletivo Mídia Ninja, que cuidou da parte de TI e design.

Até agora, 94 celebridades e artistas pedem que a Câmara deixe o STF julgar a denúncia contra o presidente.