‘Chama o Nelsinho’

Redação

29 de agosto de 2009 | 06h00

Quis o destino que Maria João Pires não se sentisse bem para vir a São Paulo apresentar-se, quinta à noite, no Teatro Municipal. Gripada, a pianista sugeriu: “Gente, chama o Nelsinho pro meu lugar.” Assim, quem apareceu para a estréia do novo piano da casa, um Steinway Concert Grand D… foi Nelson Freire.

Juntaram-se, dessa forma, as duas pontas de uma história que começou ainda no final do governo FHC. Foi Freire quem saiu de um concerto, certa noite, reclamando do piano do Municipal. João Carlos Martins, ali presente, aderiu no ato e o caso tornou-se público.

Os dias passaram, a queixa foi parar na mesa de Ruth Cardoso, dali a Clóvis Carvalho. Este convenceu a Odebrecht a abraçar a causa – sem Lei Rouanet – e Gilberto Tinetti foi convocado. O pianista viajou até Hamburgo, sede européia da Steinway, e testou os modelos disponíveis. O Grand D saiu por US$ 300 mil.

“Nelsinho” encantou a todos, especialmente com Schumann e Debussy. E deixou o palco, depois de duas canjas, confirmando: o novo piano é de primeiríssima.

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