Censura?

Sonia Racy

05 de junho de 2015 | 01h08

A Justiça vai decidir na segunda-feira se aceita denúncia do MP de SP contra Zé Celso Martinez Corrêa. Em 2012, o diretor do Teatro Oficina foi acusado de desprezar publicamente objeto de culto religioso e ridicularizar a imagem do papa Bento XVI, durante a encenação da peça Acordes, no pátio da PUC.
Em uma das cenas, um boneco é mutilado e, ao final, decapitado – cena que, segundo ele,  simbolizaria a necessidade de se rebelar contra o autoritarismo. A apresentação aconteceu a convite de alunos e professores que estavam em greve contra a nomeação de Anna Maria Marques Cintra como reitora.
Ela havia sido a candidata menos votada pela comunidade.
Censura 2
Fernando Castelo Branco e Fernanda de Almeida Carneiro, advogados de defesa de Zé Celso, argumentam que atores e diretores não tiveram a intenção de zombar da fé católica: apenas davam apoio ao protesto dos alunos e professores.
E a peça, segundo argumenta Zé Celso, não tem compromisso com a realidade. É “uma obra artística amparada pela liberdade de expressão”.

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