Carrões do Raid Solidário levam ajuda a idosos de Campos do Jordão

Sonia Racy

28 Abril 2018 | 00h49

CARRÕES PREPARADOS PARA PEGAR A DUTRA

CARRÕES PREPARADOS PARA PEGAR A DUTRA. FOTO: MOVIMENTO VIVÊNCIAS/ DIVULGAÇÃO

Um desfile raro de carros antigos vai cruzar a área central de São Paulo e tomar o rumo da via Dutra, no sábado que vem. É charme pra ninguém botar defeito. Lá estarão modelos Alfa Romeo GTV, Ferrari, Porsche, Jaguar, Rolls Royce, Mercedes Pagoda, Austin Riley, BMW, Bentley, MG… e muitos outros de igual estirpe – todos carregando, nos bancos ou no chassi, 40 ou 50 anos de estrada.

O passeio será relativamente curto: eles vão cruzar – pela sexta vez – os 180 quilômetros até Campos de Jordão, no chamado Raid Solidário. Não, eles não vão para um encontro de saudosistas ou colecionadores. Vão parar diante de asilos de idosos aos quais levarão doações, diversões e bons momentos de convívio.

A iniciativa é de um time de seis ou sete instituições e se inspira em famosos eventos de cidades europeias – os Classic Chars Charity Drive. Na lista, o Movimento Vivências, a AmeCampos e clubes de proprietários de Alfa Romeo, Mercedes e BMW – aos quais foram se juntando os Dirigente Lojistas, o Shopping Iguatemi e o Haras Polana, de Campos.

“Usamos os carros antigos para levar alegria aos idosos e contribuir com o que arrecadamos para seu conforto e manutenção”, resume um dos pais da ideia, Flávio Figueiredo, do Vivências. O resultado desses cinco anos de passeio é significativo. Nas contas dos organizadores, os internados da cidade receberam 25 mil fraldas geriátricas, 2.000 quilos de leite em pó, 1,500 kg de massas, centenas de travesseiros e edredons, além de 24 cadeiras de rodas e doações em dinheiro. O programa, desta vez, começa com uma visita à Casa da Divina Providência. Depois de outras paradas, almoço no Haras Polana.

A ajuda não se limita à viagem anual. Só como exemplo, o Movimento Vivências coordena voluntários que visitam regularmente casas dos necessitados e assumem tarefas como arrumar móveis, reformar comodos, levá-los a passeios, concertos, museus. E, quando necessário, providenciar atendimento médico. /GABRIEL MANZANO