“Esta não é ainda a nossa festa”, diz João Doria

“Esta não é ainda a nossa festa”, diz João Doria

Sonia Racy

26 de fevereiro de 2017 | 01h00

FOTO: Christina Rufatto/ESTADÃO

FOTO: Christina Rufatto/ESTADÃO

Em tempos de crise econômica, bate-boca sobre marchinhas “incorretas” e a volta dos blocos de rua, não faltam polêmicas no carnaval. Como faz todo ano, a coluna convidou três prefeitos – os de SP, Rio e Salvador – para contarem como organizaram a festa. João Doria, o segundo da série, avisa que, como tudo já foi planejado antes de sua posse, “este ainda não é o nosso carnaval”.

A crise prejudicou a organização do carnaval?
Não necessariamente. Óbvio que, se não tivesse a crise, seria mais organizar considerando um número muito superior de foliões nas ruas. Mas a falta de orçamento implica que você precisa ser muito cirúrgico em todas as ações, principalmente de limpeza, segurança, preservação e organização. Mas a obrigação da Prefeitura é cumprir seu dever. Com ou sem recursos.

Como é organizar um carnaval pela primeira vez à frente da Prefeitura?

Na verdade, esse ainda não é nosso carnaval. O nosso será o de 2018. Aí nós teremos o controle pleno sobre o orçamento, operacionalização, execução, aí sim será nosso carnaval. Este ano a festa foi preparada pela gestão anterior, é essa que nós estamos executando.

Fala-se muito em marchinhas polêmicas que foram retiradas do repertório de alguns blocos. O que pensa a respeito?
Não vejo problemas nisso. Acho que as marchinhas, em qualquer circunstância, fazem parte do carnaval. Não entendo que deva haver censura sob qualquer aspecto em relação às marchinhas. Exceto, obviamente, se elas ofenderam frontalmente gêneros ou pessoas.

Com o recorde de blocos deste ano, como a Prefeitura pretende organizar o carnaval de rua ano que vem? Ainda não sabemos. A orientação para a equipe, nas secretarias e prefeituras regionais, é avaliar o carnaval deste ano, seus pontos negativos e positivos. Para o que não deu certo, apresentar correções. É absolutamente seguro que o carnaval de rua do ano de São Paulo em 2018 terá o mesmo tamanho ou até poderá superar o de Salvador, que há muitos anos mobiliza o maior numero de pessoas nas ruas.  

O senhor vai usar alguma fantasia no carnaval? O prefeito vai sair no carnaval fantasiado de João Doria. /JULIANNA GRANGEIA