“Carnaval nunca será unanimidade”

“Carnaval nunca será unanimidade”

Sonia Racy

17 de fevereiro de 2015 | 01h00

Juliana Paes (Ricardo Gama/Estadão)

“Esses espaços reservados fazem parte do carnaval, como também do futebol. E o público lida bem com isso, pois a festa sublima qualquer forma de segmentação”. Foi assim, em tom quase professoral, que Juliana Paes comentou, para a coluna, o polêmico fenômeno da “camarotização da sociedade” – que virou até tema de redação no último vestibular da Fuvest. Frequentadora assídua de camarotes na Sapucaí, a atriz foi eleita, este ano, Musa da Boa, e falou pouco antes de a folia começar. “Quem gosta se esbalda, quem não gosta reclama. Estou, literalmente, no primeiro bloco”, diz.

Como se sente, como rainha do camarote da Boa?
Fiquei superfeliz. Ainda mais pelo fato de o convite ter vindo com a informação de que, até hoje, lembram de mim como parte do reposicionamento da marca. É gostoso saber que eu e o saudoso Bussunda, além de nos divertirmos nos comerciais, deixamos um tijolinho nessa construção.

Você já mostrou que adora carnaval. O que a festa tem de diferente?
Realmente, adoro. É uma festa que traz alegria para o povo brasileiro. O que vale são as cores, o ritmo, a vontade de todos se divertirem. Gosto da atmosfera que envolve as cidades nesta época do ano.

Você frequenta também os blocos de rua no Rio?
Não frequento, mas gostaria… O último de que participei foi o Bloco da Favorita, do qual fui madrinha.

O que acha das pessoas que reclamam do carnaval de rua, por causa da baderna?
Acho normal, é um direito do cidadão. Carnaval nunca foi e nunca será unanimidade. Quem gosta se esbalda e quem não gosta reclama. Estou no primeiro bloco, literalmente. /MARILIA NEUSTEIN

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