Cardozo estuda se cotados para equipe de defesa de Dilma não estão impedidos para atuar

Sonia Racy

11 de maio de 2016 | 11h07

Apesar de o assunto já estar na pauta de José Eduardo Cardozo há algum tempo, as sondagens a advogados para compor a equipe de defesa da presidente Dilma Rousseff devem começar já neste final de semana, após ela deixar o Palácio do Planalto. O ministro da AGU, no entanto, está analisando se os nomes que deseja convidar podem ser considerados impedidos.

Os três mais cotados na área criminal são Alberto Toron, Fabio Tofic e Pierpaolo Bottini — todos possuem clientes que estão sendo investigados na operação Lava Jato.  “A sondagem oficial só será feita após a confirmação ou não de impedimento dos advogados Ou seja, se poderá haver implicações que prejudique os trabalhos”, disse um interlocutor do ministro à coluna.

Toron defende Ronan Maria Pinto, que é investigado por receber R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento tomado pelo pecuarista José Carlos Bumlai, em nome do PT. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o repasse foi dissimulado em uma intricada operação de lavagem de dinheiro.

Já Tofic cuida da defesa do ex-marqueteiro da campanha de Dilma, que está preso no Paraná. E Bottini é advogado de Claudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha.

Outro nome que pode entrar na equipe de defesa da petista é Pedro Serrano. Constitucionalista, ele tem como cliente a empresa Odebrecht.

O comando de defesa de Dilma deverá enfrentar um outro problema: a questão dos honorários. Há a expectativa que não cobrem honorários, mas apenas custos de deslocamento, serviços etc. Cardozo já informou que atuará pro bono na defesa da petista.