Cara da semana

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Sonia Racy

28 de abril de 2013 | 01h04

Ela não concorda com a ideia de que o designer é um artista. Mas o livro que lança dia 6, na Livraria da Vila da Alameda Lorena (editado pela Bei), indica o contrário. Espécie de biografia de sua obra, leva seu nome e está repleto de… arte em madeira e concreto. Claudia conversou com a coluna sobre seu trabalho e os motivos de suas criações, que ganharão mostra na galeria Espasso, em NY, a partir do dia 16.

Foto: Divulgação

Como é ver sua vida profissional editada em livro?

É um momento em que você olha sua criação de outra forma. Cria-se uma distância e você passa a ter outro entendimento do trabalho. Por exemplo: eu mesma escolhi a sequência dos projetos no livro, que não é randômica nem linear. Ao fazer a escolha, pude perceber algumas intenções que se conversam em várias peças. Cheguei a me surpreender, pois muitos são trabalhos de épocas bem distintas da minha carreira.

Quem são os grandes designers do momento?

Aqui, além dos irmãos Campana e do Carlos Motta, eu citaria o Fernando Prado, um designer de luminárias cujas peças são inteligentes, elegantes. Tem também o Jader Almeida, muito consistente, sério. Lá fora eu diria os irmãos Bouroullec, franceses, de que gosto muito. São poéticos e racionais ao mesmo tempo. E o japonês Oki Sato, que tem uma série chamada Nendo, com mobiliário de formas limpas. É bárbaro.

Qual o seu material favorito?

Madeira de demolição. Conceitualmente, recuperar algo que já foi usado é muito interessante. Não é fácil, mas me dá muita satisfação.

Você também faz arquitetura de interiores. Trabalho muito diferente do de um designer?

Tento manter as mesmas características. Gosto do minimalismo, embora não da palavra (risos). Gosto também de leveza – mesmo que não fisicamente falando.

Quais as características de um bom designer?

Ele tem de ser um observador, tem de saber olhar e fazer as perguntas certas, porque o produto com design é uma resposta a um problema.

Em uma cidade como São Paulo, o que você mudaria?

Puxa, tanta coisa… A gente não consegue nem andar pelas calçadas da cidade! São inclinadas, o padrão muda o tempo todo. De modo geral, o mobiliário urbano de São Paulo é complicado. Precisa mudar tudo./DANIEL JAPIASSU

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