Cara a cara

Cara a cara

Sonia Racy

03 de maio de 2011 | 23h14

 

Cabalístico, Julian Assange escolheu vestir a camisa n° 7 da Seleção Brasileira para ser clicado. Mr. WikiLeaks é capa da nova Trip.

Foto: Eliza Capai/Revista Trip

Entrevistado da próxima Trip, Julian Assange foi, guiando seu próprio carro, buscar a equipe da revista brasileira na estação de trem na cidade de Diss, no interior da Inglaterra. Portando tornozeleira prisional, uma das suas obrigações como preso domiciliar. As outras são: se apresentar todas as manhãs a uma delegacia e permanecer em casa entre 22h e 9h.. “Desconfio que estou mais gordo que nunca”, declarou, irônico, na reportagem cujo conteúdo foi adiantado à coluna.

A brincadeira teve curta duração. O fundador do WikiLeaks não se deixou fotografar com o artefato. “Considero algo extremamente indigno para uma pessoa como eu, que sempre lutou por justiça e liberdade, ser aprisionado e monitorado eletronicamente”, resumiu.

Fã do Brasil, o australiano de 39 anos, acusado de crimes sexuais, declarou que o País é “indiscutivelmente a nação mais independente da região fora os EUA”. E para quem esperava mistério do homem que irritou profundamente os EUA, se decepcionou. Sentado no casarão alugado, datado do seculo 18, localizado em área de 240 hectares na pacata cidadezinha do interior da Inglaterra, Assange se mostrou afável e deu sinais de muita tranquilidade. Diferente dos seus entrevistadores brasileiros… apavorados com a vigilância 24 horas.

Durante a conversa, reclamou só da fama: “Como essa trajetória de se tornar uma celebridade pode ser tão chata”. Para ele, “aparecer” só é bom “se for útil”.

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