Candidato, Marcelo Calero quer ‘resgatar a alegria’ no Rio

Cecília Ramos e Marcela Paes

24 de fevereiro de 2020 | 03h22

 

MARCELO CALERO NO COPA. FOTO: VERA DONATO

 

Na principal festa fechada do Rio, o Baile do Copacabana, quase nenhum político apareceu – uma rara exceção foi o pré-candidato a prefeito pelo Cidadania, deputado federal Marcelo Calero. À coluna, ele confirmou que entrará na disputa, independentemente de ter, ou não, outros partidos a apoiá-lo. “Não estou preocupado com palanque. Quero resgatar a alegria do Rio, cidade-símbolo do carnaval”. De smoking, como pedia o dress code do evento, e delineador preto nos olhos, o ex-ministro da Cultura circulava animado pela festa com um amigo e foi bastante cumprimentado. Veja a entrevista.

O Rio chegou ao ponto de ter problema grave e inédito, a má qualidade de água oferecida a 9 milhões de moradores. O que está acontecendo?
Isso é fruto do descaso. A gestão Crivella é o maior desastre que poderia ter ocorrido ao Rio. A única preocupação dele é atender ao seu grupo político. Isso é o retrato da nossa decadência.

Como você vai se apresentar, na campanha, ao eleitor carioca?
Serei o candidato da reconstrução da cidade. Quero resgatar a alegria da cidade-símbolo do carnaval. Defendo a renovação da política, mas com experiência na gestão pública.

A diversidade e a natureza são destaques no tema do Baile do Copa justo em um momento que se rediscute política ambiental. Gostou?
Muito apropriado. Este governo (Bolsonaro) não se preocupa com base científica, é um governo completamente ideológico. O que a gente vê na Educação, nas Relações Exteriores e Meio Ambiente são retrato do desastre. Mas temos o Moro e o Tarcísio Gomes de Freitas.

Tem acompanhado Regina Duarte como secretária da Cultura, já que você foi ministro da área no governo Temer?
Eu me coloco na torcida pela Regina, mas (a cultura) não depende só dela. Vamos ver o que ela vai conseguir fazer no meio de tantos lunáticos. /CECÍLIA RAMOS e MARCELA PAES

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