Campanha publicitária do BB é quase a gota d’água

Campanha publicitária do BB é quase a gota d’água

Sonia Racy

26 de abril de 2019 | 00h55

RUBEM NOVAES. FOTO: MARCOS CORRÊA/PR

RUBEM NOVAES. FOTO: MARCOS CORRÊA/PR

Pé fora?

O veto à campanha publicitária do BB e consequente derrubada do diretor de comunicação e marketing Delano Valentim – funcionário de carreira do banco – é, segundo fonte balizada, quase uma gota d’água em copo quase cheio.

Tem integrante do governo Bolsonaro desaprovando a administração de Rubem Novaes, presidente do BB. A instituição financeira, entretanto, gosta do novo chefe – há três meses no cargo.

Pergunta que fica no ar: por que foi Bolsonaro, e não Paulo Guedes, a pedir para Novaes tirar a campanha do ar?

Demandas

Agora será oficial. Romero Jucá, presidente do MDB, contou ontem para a coluna: o partido vai emitir sua posição na segunda-feira no que se refere à aprovação da reforma da Previdência.

Ele confirma que, além das demandas sobre BPC, aposentadoria rural, especial e dos professores, o partido pretende defender transição para o abono, de modo que ele não acabe de vez bem como piso salarial para a capitalização – para que quem ganha muito pouco não seja obrigado a contribuir.

Demandas 2

E mais. O partido, segundo Jucá, vai calcular quanto teria sido poupado na Previdência com a versão final da proposta de reforma de Temer.

Desconfia-se que, no frigir dos ovos, serão elas por elas.

Cara nova

Andrea Matarazzo, do PSD, se associou ao Livres, movimento liberal que surgiu em 2016 dentro do PSL. E que rompeu com o partido depois que este decidiu abrigar… Jair Bolsonaro.

Em trânsito

Heliponto da rua Hungria, em SP, virou conflito entre sua administradora e a ONG Ame Jardins.

A história foi parar na Secretaria do Meio Ambiente onde, em reunião, Daniela Seibel, da AME, avisou que o local não tem licença de operação. O secretário Eduardo de Castro prometeu agir “de imediato”.

Adeus, CA

Em tempos de veto de Bolsonaro a campanha do BB, Janaína Paschoal apresentou na Alesp… projeto que proíbe compra, venda e consumo de bebidas alcoólicas em universidades de SP. Tanto públicas como privadas. E veda festas “open bar” nesses locais.

Missão cumprida

Depois de mais de duas décadas na presidência do MAM, Milú Villela deixará o comando da instituição, permanecendo como sua conselheira. Para seu lugar sugeriu a colecionadora Mariana Berenguer.

Cujo nome será avaliado pelos associados em reunião marcada para segunda-feira.

Missão 2

À frente do MAM, além de renovar o museu, Milú fez com que a instituição se tornasse referência em arte-educação. De maneira incisiva, brigou para ampliar o acervo e sediou mostras importantes. “Fecho este ciclo me sentindo plenamente realizada e fico muito feliz em poder passar o bastão a uma outra mulher”, acrescenta a também presidente do Itaú Cultural.

A acionista do Itaú tem intenção de continuar seu trabalho no braço cultural do banco e, em paralelo, sua atividade como integrante da ONG Todos pela Educação.

Missão 3

O MAM foi fundado em 1948 pelo mecenas Ciccillo Matarazzo, que também foi o responsável, entre inúmeras iniciativas, pela criação da Bienal.

Entretanto, sucessivas crises institucionais e dificuldades financeiras levaram o fundador a romper com o conselho diretor, o que resultou na extinção temporária do museu e na doação de todo o seu patrimônio ao MAC.

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