EM ‘CAMAROTE NOVO’, A TORCIDA PELA GRANDE RIO

EM ‘CAMAROTE NOVO’, A TORCIDA PELA GRANDE RIO

Sonia Racy

28 de fevereiro de 2017 | 00h45

EXCLUSIVO DIRETO DA FONTE

Deborah Secco, no Camarote Nº 1. FOTO RICARDO GAMA/ESTADÃO

Só deu Ivete Sangalo no primeiro dia de desfiles na Sapucaí. Ovacionada pela plateia, a cantora estava muito emocionada com seu filho, Marcelo, e o marido, Gabriel Cady, em cima do carro alegórico da Grande Rio, escola que a homenageou.
Dentro do camarote mais disputado da noite, o Número 1 – que veio reformulado este ano pelas mãos de Zé Vitor Oliva, Alvaro Garnero e Carol Sampaio –, a maioria dos convidados torcia pela escola que escolheu Ivete como musa. Menos Luana Piovani, que é Salgueiro de coração. A atriz estava sem o marido, o surfista Pedro Scooby, que foi a Portugal para surfar as ondas gigantes de Nazaré. Para a coluna, ela disse que entende que o politicamente incorreto dói para quem está sendo citado. “Mas não sou mulata, nem maria sapatão, tampouco Zezé, então não posso falar da dor alheia.”

Já Deborah Secco, para lá de feliz pelo desfile de sua escola de coração – “há 12 anos que sou Grande Rio” –, disse que “graças a Deus” nunca sofreu nenhum tipo de abuso, mas que concorda com a manifestação das mulheres. “A falta de pudor do carnaval faz parecer que pode tudo, e não é verdade. O corpo é nosso e toca nele quem nós queremos que toque.” Sobre a polêmica das marchinhas, a atriz afirma que “não é preconceito, é cultura musical. Sempre achei que essas músicas fossem um manifesto artístico a favor da igualdade humana”.

Thiago Lacerda passeava pelo espaço com sua mulher, Vanessa Loes, quando ouviu um “lindo!” de uma admiradora, que continuou: “Sei que ele é casado, mas sou cara de pau mesmo, ele é a solução dos meus problemas”.

Questionado sobre o tema do politicamente correto o ator ia responder quando Paulo Betti passou e gritou: “Tudo que esse cara falar é politicamente incorreto!”. Os dois se abraçaram e riram. Betti disse não ter uma opinião formada sobre o assunto. “Cantei essas músicas a minha vida toda, mas se elas agridem algumas pessoas elas têm o direito de se manifestar.” O ator torcia pela Salgueiro. “Gostei do tema, a Divina Comédia”. Mas o troféu de querido da noite foi para… Thiago Martins, que se apresentou no palco do camarote. E que foi paparicado pelo amigo Joaquim Lopes: “Ele é o mais amado do Brasil”. / SOFIA PATSCH