Camarote chega à maioridade

Sonia Racy

05 de março de 2011 | 23h09

Ao fazer 21 anos, o Camarote da Brahma se despede de seu tradicional espaço no Sambódromo do Rio. O prédio, onde funcionou a cervejaria até 1998, será demolido e dará lugar a 17,8 mil novos lugares na Passarela do Samba.

Tudo começou em 1991, quando a Brahma ainda era a segunda na preferência do consumidor. Com a firme ideia de desbancar a líder Antarctica, a turma da Brahma resolveu ousar. Transformou a pequena estrutura que funcionava desde 1984 – ano da inauguração do Sambódromo –em um foco de marketing.

Eduardo Fischer, publicitário dono da conta, aliado a Magim Rodriguez, diretor de marketing da cervejaria, apareceram com o projeto da Nº1. Devidamente aprovado pelo trio Marcel Telles, Jorge Paulo Lemann e Beto Sicupira, donos da Brahma, a ideia avançou com a contratação de José Victor Oliva. Pronto. Estava no ar a Nº1. E o camarote para formadores de opinião e clientes que, hoje, é das celebridades.

Anos depois, Fischer introduziu a guerra das cervejas no samba, repetindo a fórmula Brahma com a Nova Schin. Na contrapartida, Brahma lhe roubou seu garoto-propaganda Zeca Pagodinho. Ambas entraram para a história do Carnaval carioca.

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