Câmara pede ao prefeito que paralise todas as obras de ‘dark kitchen’, com ou sem alvará

Câmara pede ao prefeito que paralise todas as obras de ‘dark kitchen’, com ou sem alvará

Paula Bonelli

01 de julho de 2022 | 11h54

Motoqueiros em frente uma 'dark kitchen'. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Motoqueiros perto da ‘dark kitchen’. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Aumenta a pressão da Câmara Municipal de São Paulo, com incentivo de associações de moradores de bairros, para paralisar todas as obras de ‘dark kitchen’ – mesmo as com alvará de execução em mãos. O prefeito Ricardo Nunes já havia determinado anteriormente que não seria concedido nenhum licenciamento de novas obras ou funcionamento para as cozinhas, que atendem demandas de aplicativos, até que a votação do projeto de lei regulamentando a atividade fosse realizada.

Na segunda-feira, 27, porém, a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara aprovou um requerimento, pedindo a parada das obras de cozinhas, até das que tinham obtido licenciamento antes do decreto. Segundo o vereador Rodrigo Goulart, membro da comissão, a suspensão tem fundamento no Código de Obras e Edificações.

Se acatado, atingirá casos como da empresa Kitchen Central que está construindo um conjunto de cozinhas industriais em um edifício no Panamby, perto do parque Burle Marx e de prédios residenciais. E também duas ‘dark kitchen’ na região da Vila Mariana.

Pessoas que moram ao lado desses tipo de negócios relatam problemas como barulho intenso de motoqueiros e geradores, odores fortes mais insegurança em relação a risco de incêndios. Com o recesso que começou hoje na Câmara o projeto de regulamentação, que acabou de passar por três audiências públicas, deve ser retomado em agosto.

Consultada, a Kitchen Central não respondeu até o fechamento da edição.

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