Caixa bloqueia 2 milhões de contas do auxílio emergencial

Sonia Racy

22 de julho de 2020 | 00h44

A Caixa tem hoje 2 milhões de contas de auxílio emergencial bloqueadas. “Fraudes”, contabiliza à coluna fonte do banco. São duas, as maneiras principais de praticar o crime. A primeira trata de invasão similar a do caso de Vinícius, filho de William Bonner, da TV Globo. Os hackers entram no celular de alguém não cadastrado no programa, inscrevem essa pessoa e recebem os R$ 600 em seu lugar.

A segunda maneira frauda o celular de desempregado já inscrito no benefício. E rapidamente descontam o dinheiro no nome da vítima. “Quando ela acessa a Caixa para usar seus R$ 600 reais, vê que está bloqueada e é informada que o valor previsto foi sacado”.

O que fazer nesse primeiro caso? Difícil, mas se a pessoa conseguir perceber, a sugestão é denunciar imediatamente. A fraude é encaminhada para a Polícia Federal. Caixa e PF estão tendo reuniões diárias sobre essas fraudações.

Segundo caso: o procedimento também é a denúncia e o banco encaminha para PF. Comprovada a fraude – atenção, há casos de auto fraude – a Caixa assegura que o beneficiário recebe o dinheiro no prazo de 10 dias.

Três dias depois de ter “descontinuado” o uso de seu celular e de seus familiares em consequência também de um ataque de fraudadores, Pedro Guimarães, presidente da Caixa, continua sem um número novo no seu aparelho.

Os fraudadores conseguiram inúmeros dados da família toda, inclusive o número do chassis de carro que Guimarães vendeu há… 20 anos.

100 metros…

Guerra no Clube Pinheiros. Tudo começou com denúncia de 29 conselheiros contra seu presidente, Ivan Castaldi. Acusam Vitor Castaldi, filho de Ivan e também diretor e conselheiro da instituição, de ser sócio oculto de empresa contratada para área de alimentação do clube – o que é proibido pelo estatuto.Alegam que Vitor se desligou ficticiamente desta empresa.

…rasos…

Castaldi reagiu e ajuizou queixa por “calúnia, difamação e injúria”. Por meio da assessoria, o presidente do clube afirma que a ação dos conselheiros é fundamentada “em notícia falsa”.

O contra-ataque? Conselheiros pediram, judicialmente, a rejeição da queixa-crime e acusam Castaldi de denunciação caluniosa pois há “farta documentação”.

…na praia

O estatuto do clube dita que, caso a denúncia seja aceita pelo plenário do conselho, Ivan e Castaldi serão cassados e podem até sofrer expulsão – fato inédito nos 120 anos de história do Pinheiros.

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