Cada um com seu cada um

Cada um com seu cada um

Redação

11 de outubro de 2008 | 09h39


Fotógrafo: Alaor Filho/AE

Neste momento agudo da crise mundial, o foco é buscar portas de saída e não culpados, no ver de Edmar Bacha, um dos formuladores do Plano Real. Ele está em Nova York, em seminário da Universidade de Columbia, de partida para a reunião do FMI, em Washington. E é isto que todos os países e bancos centrais estão fazendo.

Independentemente do resultado da reunião do G-20 – prevista para acontecer depois do fechamento industrial diário desta coluna, no começo da tarde -, Bacha previa forte intervenção “temporária” nos bancos, mas não de maneira única. Cada país à sua moda, seguindo regulamentação própria. Hoje, grosso modo, já estão acontecendo quatro maneiras diferentes de “intervenção”.

A primeira opção, nos EUA, foi comprar créditos podres dos bancos, repetindo o que fez o Japão em 90.

Não acharam suficiente e já deram uma guinada, optando pela maneira escolhida pela Inglaterra, que por sua vez copiou o que fez a Suécia em 92. Coloca-se um montante específico à disposição dos bancos que, voluntariamente, pleiteiam o dinheiro necessário para suprir a escassez gritante. O que dão em troca? Ações do banco, “vendidas” a preço de mercado. Portanto, se a quantidade de ações for maior que 51% do capital votante, o banco está estatizado.

A Escandinávia e a França foram direto. Intervieram e nacionalizaram seus bancos já há algum tempo, coisa que a Inglaterra fez agora com o Northern Rock. Irlanda e Alemanha? Preferiram garantir depósitos dos clientes.

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