Cabala feminista

Cabala feminista

Sonia Racy

18 de fevereiro de 2011 | 23h10

Foto: Juan Guerra/AE

De passagem pelo Kabbalah Centre, em São Paulo, para realizar palestra na segunda, a americana Karen Berg – cofundadora do centro – conversou com a coluna.

Em que o Kabbalah Centre difere de outros?

Queremos que pessoas se encontrem e tenham a consciência do diferente. E temos tecnologia para isso. Nossos professores são treinados para trazer à tona valores da humanidade.

Como a senhora recebe as críticas de que o centro é muito badalado e frequentado por celebridades, como Madonna?

Quanto mais crescemos, mais somos criticados. Isso é típico quando se faz sucesso. Quem quiser checar as críticas, que venha ao centro, um lugar de portas abertas. Apesar de a Madonna ter um papel importante na disseminação do nome do centro, aqui dentro ela não é uma celebridade, é como qualquer outra pessoa.

O Brasil acaba de eleger uma mulher presidente. Qual é a importância da mulher na história da cabala?

Desde que a humanidade existe, a mulher tem papel preponderante. Principalmente em momentos de revoluções, de viradas.

Exemplo?

Esther, jovem judia que se tornou a rainha da Pérsia, segundo o antigo testamento da Bíblia. Na teoria cabalística, a energia feminina tem um papel receptor. Ou seja, captamos a energia dos homens e passamos adiante. Não é à toa que somos nós quem damos à luz. A mulher é sinônimo de iluminação e poder.

/ MARILIA NEUSTEIN

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