Buena de llorar!

Sonia Racy

25 de outubro de 2010 | 23h01

Tudo ao mesmo tempo. Vinho, azeite, trufas, jamón…

Assim é o clima do Millesime Madri, reconhecido evento de gastronomia da capital espanhola. Pequenas cozinhas em estilo hight tech, montadas lado a lado, oferecem amostras do que há de mais refinado em termos de degustação. E uma nova tertúlia, que dura três dias, entrou em fase de pré-cozimento: acontece em março, na Daslu, uma versão paulistana.

“Não é uma feira de alimentos. Unimos chefs de vanguarda e da cozinha tradicional. Assim, os convidados podem experimentar um pouco de história e ainda conhecer o que existe de novas técnicas”, conta Manuel Quintanero Jimenez, organizador do Millesime. E o que seria cozinha de vanguarda? Paco Roncero, discípulo de Ferran Adriá, tem a resposta na ponta da língua: “Não usamos as novas tecnologias por si só. São possibilidades de caminhos para se apresentar um prato. E por técnicas diferentes, entenda-se o uso de nitrogênio para fazer as clássicas ‘tapas’, ou petiscos”.

Não menos importante, representando a culinária tradicional, os amantes do jamón– o famoso presunto espanhol– “se vuelven locos”. Florencio Sanchidián chega a cobrar mais de três mil euros para fazer o corte artesanal na casa de Brad Pitt e Angelina Jolie. É este é um dos estandes mais cobiçados do evento, onde há filas de espera para conseguir sua fatia do tira gosto – “bueno de llorar”, como dizem os locais.

Para a edição brasileira, o desafio peculiar, até agora, tem sido encontrar a quantidade necessária de copos. Utiliza-se 20 mil taças por dia no Millesime…