BTG Pactual quer Mansueto Almeida em seus quadros

BTG Pactual quer Mansueto Almeida em seus quadros

Sonia Racy

15 de junho de 2020 | 11h12

Mansueto Almeida – Foto: Amanda Perobelli/ REUTERS

O Banco BTG Pactual quer ter Mansueto Almeida nos seus quadros. O secretário do Tesouro confirmou domingo sua intenção de deixar o governo Bolsonaro em julho. E deve cumprir quarentena antes de assumir novos rumos na iniciativa privada.

Para ficar claro: o governo prevê pagamento para o primeiro escalão do governo e ex-servidores públicos que cumprem quarentena, coisa prevista na legislação brasileira. Quem decide? A Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Em dois casos recentes – dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Sergio Moro (Justiça) – essa comissão determinou que eles deveriam ficar em quarentena remunerada por seis meses antes de serem contratados para atividades no setor privado. O salário de ministro é de cerca de R$ 31 mil.

Objetivo? Evitar conflito de interesse de quem sai de um cargo público e vai para a iniciativa privada.

Mansueto está no posto desde abril de 2018. É a primeira ‘baixa’ significativa na equipe de Paulo Guedes.

O secretário do Tesouro tem dito que ajudará na transição e que toda sua equipe de subsecretários continuará com o novo titular. São cerca de 600 funcionários públicos. De estilo conciliador, Mansueto afirma que o governo e o Congresso precisam “dialogar” para encontrar saídas para o País. Também disse, em entrevistas, que, com sua saída, nada muda pois “o maior fiador do ajuste é Paulo Guedes”.

Considerado um dos maiores especialistas em contas públicas, Mansueto Almeida é um economista cearense, mestre em Economia pela USP, funcionário de carreira do IPEA. É um dos idealizadores da regra de teto dos gastos públicos.

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