Brecha aberta?

Sonia Racy

14 de setembro de 2010 | 23h12

Com esta nova confusão em torno dos Correios, os defensores da criação de empresa estatal voltam com força total. Foi ressuscitada dentro do governo Lula, a ideia da montagem de uma companhia aérea de transporte de correio concentrando as atividades hoje exercidas por terceiros.

Mas para que ela pertença à ECT, formalmente, segundo fonte do setor, o Executivo teria que editar uma Medida Provisória mudando o objeto social dos Correios, que não inclui o serviço. E nada melhor que um escândalo atrás do outro para justificar a edição de uma ação desta em tempos de eleição.

Vale lembrar que países como a França, EUA, Inglaterra e até a China tentaram fazer prosperar empresas estatais aéreas sem sucesso. Descobriram que as margens de lucro são apertadas e não suportam o peso do Estado.

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