Brasil terá obra de Kapoor

Sonia Racy

26 de janeiro de 2012 | 23h09

A madman’s dream (o sonho de um homem louco)”. Foi assim que Anish Kapoor, um dos mais cobiçados artistas da atualidade, definiu, ontem, em conversa com a coluna, o museu a céu aberto que é Inhotim. Bem-humorado e simpático, ponderou jamais ter visto nada parecido no mundo inteiro. “A natureza se integra com as obras de maneira inspiradora. Comparo Bernardo Paz a Fitzcarraldo e sua luta na selva”, observou, referindo-se ao famoso filme de Werner Herzog, dos anos 80, sobre a vida desbravadora e infernal do empresário Brian Sweeney Fitzgerald no final do século 19 – que sonhava erguer um teatro de ópera na Amazônia peruana.

Pela primeira vez no Brasil, o escultor indiano veio só para conhecer o projeto, em Brumadinho. E definir a instalação que montará por lá. Para tanto, reuniu-se, ontem mesmo, com curadores do museu.

Habituado a criar obras gigantescas – que podem custar até US$ 23 milhões só para ficarem de pé, como a que fez para Chicago –, Kapoor avisa: nada cobrará pelo trabalho a ser instalado em Inhotim.

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