Boulos cresce na periferia; bolsonaristas do setor privado também tendem a votar nele

Sonia Racy

26 de novembro de 2020 | 00h50

GUILHERME BOULOS

GUILHERME BOULOS. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO

Boulos teve forte crescimento de intenção de voto em bairros como Grajaú e Parelheiros, segundo conta Chico Malfitani, marqueteiro do PSOL, nesta reta final.  

 “Vamos continuar contando as histórias de Boulos e de Erundina na TV e no rádio até amanhã. Ele trocou o conforto da classe média pela periferia, não é herói, apenas uma opção de vida interessante”, explica. 

 Voto do contra 

O que se comenta, porém, no meio político, é que o crescimento do candidato do PSOL seria efeito direto da briga entre Bolsonaro e Doria pelas eleições em 2022. Pelo que se apurou, integrantes da iniciativa privada, bolsonaristas ferrenhos, estão tendendo a votar em… Boulos. 

 Esta possibilidade está inclusive gerando frases irônicas. Circulava ontem que ‘a cigarra, com raiva da formiga, vai votar no… inseticida’.  

 Tudo em casa 

Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva, compara a disputa pela Prefeitura paulista às prévias, nos EUA, do Partido Republicano: “Estão em meio a uma briga dos azuis contra os azuis para limpar terreno”.  

Parceiros 

Willem Dafoe participa hoje do Conversa com Bial. Produtor associado do filme Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou, o ator fala sobre a sua amizade com Babenco e elogia “Bárbara é uma cineasta. Me fez perceber o quanto eu respeitava e amava o Hector”.

 

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