Bolsonaro sabe porque Roberto Castello Branco trabalhou 11 meses de casa

Sonia Racy

23 de fevereiro de 2021 | 00h50

Roberto Castello Branco. Foto: Flavio Emanuel/Agência Petrobrás

Tem gente próxima a Roberto Castello Branco acreditando que Bolsonaro “chegou ao limite da crueldade” ao atacar a pessoa do presidente da Petrobras. “O presidente sabe bem porque o executivo – autor de excelente trabalho na estatal – passou 11 meses em casa”. Trabalhando todos os dias.

Essa colunista também sabe, e optou por não revelar.

Máscaras 2

Castello Branco, na manhã de sexta-feira, se recusou a pedir demissão do cargo a pedido de Paulo Guedes.

Máscaras 3

Conforme informação da coluna, na sexta-feira, no Broadcast, Bolsonaro não pode demitir Roberto Castello Branco. A União só pode trocar o executivo por meio de votação do conselho de administração. Cuja reunião acontece hoje.

A coluna explicou também sábado, em longo texto, quais os procedimentos para que alguém de fora do atual conselho de administração da Petrobras seja eleito.

Posição firme

Leonardo Antonelli, conselheiro independente da Petrobras, disse ontem à coluna, esperar a união do conselho hoje para preservar o “melhor interesse da estatal” e restabelecer “com urgência a confiança”.

O advogado também citou fato relevante: “O Estatuto Social já tem previsão de compensação da companhia na hipótese da União chamá-la para contribuir com o interesse público”.

Máscaras 5

Líderes do centrão mostravam incômodo no fim de semana, com o que classificam de “ histeria do mercado financeiro” ante a indicação do general Joaquim Silva e Luna para a Petrobrás.

Acham que a Petrobras “ não vai ser assaltada” e que “está na mão de um bom general”, segundo frases ouvidas pela coluna.

Máscaras 6

Já Lucas Furtado, subprocurador geral do MP no TCU, pediu que o Tribunal de Controle da Administração Pública questione Bolsonaro sobre os motivos para a troca do comando da Petrobras e… investigue corte da cobrança de impostos federais sobre o gás de cozinha e o diesel.

Quer averiguar eventuais sobreposição de interesses eleitorais em detrimento do público.

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