Bolso furado

Sonia Racy

25 Agosto 2015 | 01h10

Em país “sem tostão”, segundo alta fonte do governo Dilma, é difícil para qualquer negociador de cargos e emendas parlamentares ter sucesso. Michel Temer– que saiu ontem da Secretaria de Relações Institucionais deixandoEliseu Padilhaem seu lugar – se viu prensado entre uma palavra mal colocada, o “alguém”, e o tiroteio do PT.

Entretanto, o que fez o vice-presidente desistir do cargo foi… falta de dinheiro para atender às emendas – coisa que era resolvida, no passado, via… mensalão.

Bolso 2

O vice imaginava, ao aceitar a missão, que resolveria as questões oferecendo cargos e emendas. Descobriu que os recursos não existem. O Orçamento está no osso e não há como fazer mágica para atender a emendas discricionárias. E como Dilma, ainda por cima, andou vetando alguns jabutis…

As demandas, segundo essa mesma fonte, simplesmente assustaram Temer – que é vice-presidente da República e não “operador da cozinha”, forçado a ouvir desaforo da base aliada e pedidos constrangedores o dia inteiro.