Bola do Bem

Redação

27 de janeiro de 2010 | 08h38

Por Gabriel Manzano Filho

Segunda não é dia de futebol, menos ainda com frio de sete graus. Ainda assim o prestígio de Zidane e Kaká juntou 52 mil pessoas anteontem para ver, em Lisboa, o empate de 3 a 3 entre Benfica e Amigos de Zidane & Ronaldo. Toda a renda – 510 mil euros – vai para a população do Haiti.

Ronaldo Fenômeno foi a ausência mais sentida. “Ele me telefonou e pediu para jogar no lugar dele, já que não poderia sair do Brasil”, explicou Kaká à coluna, que aceitou convite da Gillette para ver o jogo de perto. Mas foi por pouco que o astro do Real Madrid também não perdeu a pelada. Liberado no início da tarde, teve que providenciar um jatinho particular às pressas. Resultado? Apareceu no hotel faltando duas horas para a partida e não teve tempo sequer de se aquecer com os colegas em campo.

Zidane, por sua vez, fez uma longa homenagem à torcida e agradeceu a um a um todos os jogadores – mais de cinquenta – que aceitaram o convite. Como não foram chamados a campo, desconfia-se que foi batido ali o recorde mundial de maior banco de reservas da história.

A ajuda não se limitou ao Haiti. Em dois camarotes, grupos de crianças portadoras de deficiência foram convidados ilustres. Vaias? Só uma vez, quando juiz e bandeirinha trocaram de função. No mais, a torcida queria mesmo era barulho. Uma onda chegou a dar quatro voltas no estádio. Tão marcante quanto isso, talvez tenha sido a presença, nas arquibancadas, de oito bandeiras… do Brasil.

Mas para ninguém esquecer porque estavam ali, um telão exibiu durante o minuto de silêncio gritos em Porto Príncipe no dia do terremoto.

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