BNDES vai devolver R$ 30 bilhões ao Tesouro em maio, diz Levy

Sonia Racy

16 de abril de 2019 | 00h55

JOAQUIM LEVY

JOAQUIM LEVY. FOTO: UESLEI MARCELINO/REUTERS

Em cash

Antes de participar de almoço-encontro do Lide em São Paulo ontem, Joaquim Levy, do BNDES, adiantou à coluna a data em que o banco deve devolver ao Tesouro os R$ 30 bilhões anunciados em Nova York: no início… de maio. Montante suficiente para financiar todo o orçamento do Bolsa Família em 2019.

Por meio de quais recursos? “Do fluxo de pagamentos efetuados por credores”, explicou Levy, de olho nessa equação para manter o equilíbrio das contas.

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Entretanto, ainda há quem insista, dentro do governo Bolsonaro, na devolução dos R$ 100 bilhões emprestados do Tesouro de uma só vez. Alegam haver espaço financeiro para tanto, visto que os novos empréstimos em 2018, concedidos pelo BNDES, diminuíram muito.

Outra ala, mais ortodoxa, critica qualquer devolução antecipada, medida praticada desde 2016. Dizem que esse tipo de operação é “uma forma dissimulada de o banco financiar seu controlador, a União”.

Racionalidade

Pelo mercado financeiro há dúvidas sobre como o governo Bolsonaro vai coordenar a venda de ativos do BB, da Caixa e do BNDESPar.

Por exemplo: o BNDESPar tem, na sua carteira, R$ 40 bilhões em ações da Petrobrás. A Caixa, algo como R$ 10 bilhões. Decreto publicado em fevereiro deu autonomia para que os bancos federais vendam os papéis da petroleira.

Person of the Year

Causou um certo alívio o fato de a Câmara de Comércio Brasil-EUA ter encontrado um nome para fazer par com Jair Bolsonaro na premiação Person of the Year 2019. Será Mike Pompeo, secretário de Estado de Trump, conforme adiantado ontem pelo blog da coluna.

Também ontem, o Museu Nacional de História Natural em NY anunciou que não vai mais sediar o evento. Fruto de pressão de acadêmicos e patrocinadores, que desaprovam o nome de Jair Bolsonaro. O novo local deve ser anunciado em breve.

Menos é menos

A Arsesp, que fiscaliza serviços de energia elétrica em SP, está de olho no plano de demissão voluntária da Enel. Um dos conselheiros ponderou, em março, que a redução do quadro de pessoal da concessionária pode aumentar o risco para os empregados. E salientou a demora da equipe em chegar a ocorrências.

Open mic

A Biblioteca Mário de Andrade inaugura, dia 18, seu “Sarauzódromo”. Após reformas que reabriram as portas da sala multiuso para a praça Dom José Gaspar, o projeto inicia a programação de saraus e slams. O primeiro será Um Tributo a Ruth Guimarães, com Conceição Evaristo e Roberta Estrela D’Alva.

Game giga

O festival de arte digital SP_Urban se une ao movimento Maio Amarelo, sobre segurança viária, e espalha por São Paulo quatro obras digitais. Na Paulista, o evento acontece no edifício da Fiesp. Uma das obras será um Game Art interativo no qual as pessoas poderão jogar – a “tela” será a fachada do prédio.

Interartes

Criolo fará participação na comédia Não Vamos Pagar Nada, protagonizada por Samatha Schmütz. O filme acaba de ser rodado no Rio e tem direção de João Fonseca e, como produtora, A Fábrica.

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