Blairo se opõe a projeto que flexibiliza venda de terras a estrangeiros

Sonia Racy

17 de novembro de 2017 | 01h00

BLAIRO MAGGI

BLAIRO MAGGI. FOTO: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO

Foi relegado a terceiro plano pelo governo Temer o projeto de lei que a Casa Civil montou com entusiasmo no começo do ano para flexibilizar as regras para compra e arrendamento de terras por estrangeiros.

Pelo que se apurou, não é exatamente o setor florestal o maior empecilho para o avanço da medida desaparecida. E sim grandes ruralistas, principalmente o ministro Blairo Maggi.

Outros fazendeiros
brigam pela aprovação

Outros fazendeiros, entretanto, hoje descapitalizados, brigam pela aprovação da lei. “O governo pode exigir contrapartidas dos estrangeiros bem maiores em termos de investimentos e conservação”, observa um grande ruralista.

Que ironiza: “O que pode atrapalhar o Brasil? Os estrangeiros vão colocar a terra brasileira no bolso e levar embora?”

E a segurança
alimentar ?

Mas e a segurança alimentar? Cada estrangeiro não pode optar por exportar, deixando a população brasileira de lado? “Não, a lei estabelece regras”, justifica a mesma fonte.

Pergunta final: será que os grandes latifundiários esperam a desvalorização da terra no Brasil para poder comprar áreas “mais baratinho”?

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