Bike de museu

Bike de museu

Sonia Racy

30 de novembro de 2013 | 01h16

Sergio Rodrigues (Foto: Bianca Pimenta)

Sergio Rodrigues, um dos mais renomados designers de mobiliário do mundo, gostou muito do desafio de desenhar uma bicicleta – leiloada esta semana no MuBE, por quase R$ 20 mil, em prol das ONGs Abrale e Acorde. “Quero mais trabalhos como esse!”, afirmou à coluna.

Aos 86 anos, o carioca celebrizado pela poltrona Mole (que faz parte do acervo do MoMA) se prepara para megaexposição em NY, no primeiro semestre de 2014.

Como foi desenhar uma bicicleta pela primeira vez?

Foi um trabalho muito diferente e que me deu imenso prazer.

O que levou em consideração na hora de iniciar o design?

A redução dos elementos de construção, o conforto para o ciclista e a alegria transmitida pelo conjunto das cores.

O senhor gostou da experiência? Podemos contar com mais novidades vindo por aí?

Quem sabe? Esse tipo de prova é sempre bem-vinda, e a experiência com a bike me despertou para novos desafios.

Como vê o atual cenário do design de mobiliário no Brasil?

Extremamente promissor, contando com o surgimento e a criatividade de novos e excelentes designers pelo País.

Citaria algum em especial?

Poderia citar vários, pelo menos dez muito importantes. Mas prefiro não fazê-lo, para não cometer injustiças.

A poltrona Mole, criada pelo senhor em 1957, inspira designers pelo mundo afora até hoje. Como é essa responsabilidade?

Sinto-me absolutamente recompensado por esse reconhecimento e feliz por ter contribuído para a divulgação do design brasileiro no mundo.

Em algum momento da vida imaginava que uma de suas criações faria parte do acervo de um museu como o MoMA?

Nunca. Quando crio, penso apenas em fazer aquilo que gosto e em que acredito. /DANIEL JAPIASSU

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