Beija-Flor

Direto da Fonte

18 de fevereiro de 2015 | 01h01

O polêmico patrocínio da Beija-Flor pelo ditador da Guiné Equatorial – que manda no país com mão de ferro há mais de 35 anos – mexeu com alguns foliões na Marquês de Sapucaí. “Não tem de permitir esse tipo de financiamento”, disparou, no camarote da Devassa, Flávia Alessandra – que considera “uma loucura” acontecer tal coisa no carnaval. “Já aceitamos tantas barbaridades! Esta seria uma boa oportunidade para um protesto.”

Política à parte, a própria musa aderiu ao clima do camarote – de grande empolgação – quando a escola passou diante dele na avenida.

Beija-Flor 2
Paulo Betti ampliou o debate, lembrando que enredo financiado não é exclusividade da Beija-Flor. “Acho a Suíça, por exemplo, tão imoral quanto a Guiné Equatorial”, sustentou, referindo-se ao fato de o país europeu ter patrocinado a Unidos da Tijuca.

Em seguida, amaciou: “No fim, o espetáculo é bonito, são 4 mil pessoas sambando. No meio disso, às vezes, sai uma faísca poética.”

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