Behind the Bush

Sonia Racy

10 de setembro de 2010 | 23h01

A economia americana não se recupera tão cedo. Pelo menos, é o que afirmou George W. Bush, anteontem, ao responder perguntas durante jantar para 40 convidados, realizado no Nonno Ruggero, do Hotel Fasano.

Destino da política americana? Sem nominar Obama, ironizou: “A política muda muita depressa. Uma hora é Prêmio Nobel e em outra, não está tão bem”.

Iraque? “O mundo é melhor sem Saddam Hussein, ninguem pode negar.” Fez questão de contar onde estava e como reagiu ao ataque das torres gêmeas, há exatos nove anos. E em uma tentativa de justificar sua perplexidade pública à época, contou: “Tentei me concentrar e procurar a serenidade interior…”. Sem sucesso. Sua missão na vida? ” Luto pela democracia e pela liberdade.”

O ex-presidente elogiou Lula e o Brasil. Confessou não conhecer Dilma e não mencionou Serra. Simpático, de raciocínio rápido, foi classificado como um texano típico. Ex-alcoólatra, tomou só água durante as três horas em que esteve no recinto.

Bush veio a convite da Fairfax, mais precisamente de seu dono, Prem Watsa, que apesar de indiano, é considerado o Warren Buffet canadense, administrando US$ 28 bilhões.

Chegou a São Paulo no avião do amigo que pretende entrar forte investindo no País. Ambos foram arredios à imprensa. Tanto que Bush pediu na noite que, da sala, não saísse qualquer informação.

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