BB: ser ou não será

BB: ser ou não será

Redação

10 de abril de 2009 | 08h14

Investidores continuavam ontem desorientados sobre o que fazer com suas ações do Banco do Brasil. Afinal, até bem pouco tempo atrás, quando o BB comprou a Nossa Caixa, Lula afirmou que a instituição deveria crescer, para concorrer de igual para igual com os bancos privados. Dentro desse espírito, na mais autêntica prática capitalista, o BB comprou parte do Banco Votorantim e carteiras de bancos menores.

Agora vem o governo e diz que lucro não é o objetivo do banco. Fica a pergunta: como vão se comportar funcionários do BB com poder de decisão? Vão cumprir as metas estabelecidas? O que será que o BB quer ser quando e se crescer?

Os juros e spreads no Brasil são, sim, estratosféricos e não há explicações claras e convincentes para essa distorção.

Mas será que um takeover direto do governo, interferindo em uma estatal de economia mista que é obrigada a dar satisfações ao mercado, vai melhorar as coisas?

O que se teme, no mercado financeiro, é que o BB volte aos antigos desmandos que, a duras penas, foram extirpados no governo FHC. Com a demissão de 15 mil pessoas e com aporte de US$ 8 bilhões, pelo Tesouro, para tapar o gigantesco buraco de anos de administrações influenciadas pela União. Por isso, a reestruturação promovida no BB nos anos 90 incluiu um redesenho estrutural que previa uma blindagem contra interferências externas, fortalecendo as áreas técnicas.

Isso acabou na administração Lula. Segundo um ex-BB, petistas de carreira subiram mais que rapidamente na instituição e hoje constituem maioria importante em comitês de crédito.

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