Batalhão

Sonia Racy

14 Outubro 2015 | 01h13

Poucos reconheceram José Mariano Beltrame ao passear segunda-feira pela Avenida Viera Souto, no Rio, fechada por causa do feriado. Sentado em uma mureta, sem um só guarda-costas, o homem forte da Secretaria de Segurança do RJ, aplaudido aqui e no exterior pelo bom trabalho dos últimos oito anos, observava, tenso, o movimento.

Hoje são 900 homens, entre PMs e policiais metropolitanos, destacados no fim de semana para que o carioca possa frequentar oito quilômetros de praia – Ipanema, Leblon e Copacabana.

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Beltrame não se conforma com a atual situação. “Quando tudo mais dá errado, como na educação, no emprego, na inclusão social, é que sobra para segurança. Não dá, há limites”, lamenta.

Dos 33 menores abordados e levados para abrigos da prefeitura carioca no fim de semana anterior ao feriado, quando estavam a caminho da praia, só seis foram procurados pelas respectivas famílias. “O problema é muito mais amplo que o da segurança”, destaca o secretário.