Bancos não esperavam reação de Pedro Guimarães da Caixa

Sonia Racy

30 de agosto de 2021 | 13h50

A reação de Pedro Guimarães ao manifesto elaborado pela Febraban– e encampado pelo político Paulo Skaf da Fiesp como seu – não estava sendo esperada no mercado financeiro como um todo. O presidente da Caixa resolveu se retirar da federação, levando com ele o BB – banco público listado na B3.

Alega que a manifestação é política e que, portanto, não deve ser assinada por dois bancos cujo controle acionário é da União. Mesmo que o manifesto não ataque Bolsonaro ou entre de frente com qualquer um dos três poderes. O documento – que estava previsto para ser divulgado amanhã,  mas foi adiado – é considerado por gregos, troianos e marcianos, como “neutro”, a favor da pacificação.

Entretanto, pelo que se apurou, a estratégia capitaneada por três acionistas de bancos mais dois executivos de instituições financeiras estrangeiras, pode terminar em algo que não se imaginava antes. Conforme apurado, a Firjan, por exemplo, não vai assinar o manifesto por considerá-lo político. E ele se tornou, apesar de não ter sido montado com esse propósito.

 

PEDRO GUIMARÃES. FOTO: WATERSON ROSA

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