Bancada dos inidôneos cresce 27% em 2016, diz Transparência

Sonia Racy

22 Dezembro 2016 | 10h10

O ano ainda não acabou mas o Ministério da Transparência já divulga um balanço provisório, atualizado, dos malfeitos nacionais: chega aos 7.000 o total de empresas e pessoas físicas registradas no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas. Um aumento de 27% em relação à média anual. Todas impedidas de participar de concorrências ou celebrar contratos com a administração pública.

As empresas foram punidas, principalmente, com base na Lei de Licitações  (8.666) e as pessoas físicas, pela Lei de Improbidade.

Estoque de 13 mil

Como a lista é montada? A partir de informações enviadas por Estados e municípios ou coletados nos Diários Oficiais e no Conselho Nacional de Justiça. O “estoque” desse corruptômetro nacional, juntando punições de anos anteriores, está atualmente em 13 mil — sendo 4.297 mil pessoas físicas e 5.365 mil jurídicas distintas, mas algumas respondendo a mais de um processo.

A boa notícia é que esse cadastro, no Ministério da Transparência, tem batido o recordes de visitas. No último mês, elas chegaram a 500 mil.