Balacobaco árabe-israelense

Sonia Racy

28 de setembro de 2010 | 23h01

Caetano Veloso arrancou suspiros, anteontem, no Centro da Cultura Judaica. Ao ler, a convite do israelense Izhar Patkin – seu amigo e vizinho de prédio em NY – o poema Violins, de Mahmoud Darwish, imprimiu entonação melódica ao texto árabe, encantando os 50 privilegiados que assistiram ao evento devidamente filmado. O vídeo, dirigido por Fernando Andrade e Monique Gardenberg, fará parte da mostra The Veil Suite, em cartaz no CCJ. Entre os comentários a favor, destacou-se o inglês perfeito do compositor.

Convidados do israelense, como Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli, interpretaram durante a filmagem uma “segunda” plateia “fake”. Paula Lavigne, convocada a fazer parte da intervenção, soltou em alto e bom som: “Ah não, Izhar, eu não quero ficar aí porque hoje não estou me sentindo bonita”.

Depois, acomodando-se na primeira fila da plateia verdadeira, a ex-mulher do artista se viu às voltas com uma fã estrangeira de Caetano que não parou de elogiar o compositor e de dar pitacos no espetáculo. “Gente, temos mais uma diretora aqui”, ironizou a produtora, no comando da situação.

Tanto assim, que logo depois do músico interpretar pela quarta vez o poema, Lavigne encerrou a leitura: “Chega né, Caetano?”. E fim de conversa, para tristeza geral do público.

MARILIA NEUSTEIN

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