Baixo Augusta espera bater recorde de público com desfile a favor da liberdade 

Baixo Augusta espera bater recorde de público com desfile a favor da liberdade 

Sonia Racy

13 de novembro de 2019 | 00h06

FLAVIA BRUNETTI E ALÊ NATACCI. FOTO: IARA MORSELLI/ESTADÃO

Martelo batido. O tema do próximo desfile do Baixo Augusta será ‘Viva a resistência’. Conversamos com Alê Natacci – atual presidente do bloco paulistano, que assumiu assim que Alê Youssef virou secretário de Cultura da prefeitura de São Paulo e deixou a liderança do bloco. Natacci, na foto com Flavia Brunetti, stylist e uma das fundadoras do Baixo Augusta, diz que o desfile, que acontecerá dia 16 de fevereiro na Consolação, será “a favor da liberdade de expressão, democracia e cultura.” Confira a seguir.

Qual será o tema do bloco no próximo carnaval?
Viva a resistência. Vamos fazer um desfile à favor da liberdade de expressão, democracia e cultura.

E como vão trazer essa história para a rua?
Vamos brincar com a resistência de Star Wars contra o poder do mal de Darth Vader.

É um tema político?
Somos um bloco ativista, nos preocupamos com a causa em si, mas obviamente que não tem como fugir da política com tudo que está acontecendo por aí.

Além do desfile, quais outras ativações vão fazer?
Temos o Festival do Baixa Augusta, que acontece quatro domingos antes da data do desfile. Ano passado foi na Praça da República e sempre convidamos dois blocos para participarem com a gente. Esse ano estamos negociando fazer os ensaios na Ocupação 9 de Julho, que fala muito com a resistência.

Esperam receber quantas pessoas no desfile principal?
No ano retrasado a PM contou um milhão e trezentas mil pessoas. Bloco sempre cresce, né, mas também chega uma hora que não tem mais espaço físico. Agora, com esse esquema, com essa coisa de resistência, desse negócio à favor da cultura, da liberdade de expressão, acho que vamos dar uma grande bombada, deve aumentar bastante o número.

São considerados o maior bloco paulistano?
Podemos falar que sim. É o maior desfile de todos os blocos de São Paulo. Esse ano tem 38 blocos que se inscreveram como mega blocos, que são os blocos que esperam receber mais de 100 mil pessoas. Quando você recebe mais de 100 mil pessoas passa para uma categoria que a prefeitura chama de mega bloco.

Surgiu uma história que teriam que sair do imóvel onde fica a Casa Baixa Augusta. Como está essa questão?
Nós tínhamos um patrocínio que não temos mais, então ficou mais difícil, porque a casa tem um custo alto por mês para mantê-la. Nossa ideia é continuar com ela, talvez mudar para um lugar mais barato, mas a gente quer continuar, porque é um projeto que acreditamos muito.

Não recebem nenhum incentivo do governo?
Não. Nenhum dinheiro público, só patrocínio de empresas privadas./SOFIA PATSCH

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