Baianidade

Sonia Racy

01 Outubro 2015 | 01h58

Cada vez que o nome de Jaques Wagner era mencionado para a Casa Civil, nas últimas semanas, duas de suas qualidades eram lembradas, dentro e fora do governo. Sua habilidade para dialogar seja com quem for e uma infinita paciência inclusive para ouvir – instrumentos que se tornaram escassos no Planalto e que, admitem muitos, teriam sido úteis – se devidamente utilizados por Aloizio Mercadante.

Semana passada, ante os rumores de que não iria mais para o posto de ministro-chefe porque acordava muito tarde, o baiano, confirmando a proclamada calma, sequer se interessou pela origem do fogo amigo. “Quero saber não”, desconversou.

Esta semana, por fim, a nomeação se confirmou.