Azevêdo, na OMC, à espera da equipe de comércio de Trump

Sonia Racy

05 Março 2017 | 01h52

Roberto Azevêdo, reeleito para um segundo mandato na OMC, espera que a equipe da área de comércio de Trump seja formada o quanto antes “para que possamos começar a conversar e a trabalhar juntos.”

Existe risco de ações unilaterais? “Sempre existe. O problema é que elas não costumam ficar sem resposta. E o risco de efeito dominó é real. Barreiras comerciais se espalham muito rapidamente. E a história mostra que as consequências podem ser graves”, diz o embaixador brasileiro.

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Na nova gestão, Azevêdo pretende aproveitar os avanços dos últimos anos e seguir com mais entendimentos. “Por outro lado, temos que reconhecer que muitos questionam os benefícios do comércio. Precisamos trabalhar para que ele seja mais inclusivo, beneficie mais pessoas – e para que mais empresas de pequeno porte possam participar”, ressalta.

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Isso, segundo disse à coluna, faz sentido sob o ponto de vista econômico. E ajuda a combater a percepção, muitas vezes equivocada, de que o comércio é o problema.

Marisa Letícia, entre punição
extinta e absolvição

A crítica dos advogados de Lula a Sérgio Moro por ter extinto apenas a punibilidade de Marisa Letícia no processo – sem absolvê-la– não faz sentido, segundo  Eduardo Muylaert.

O advogado recorre à máxima latina “mors omnia solvit” (“a morte tudo resolve”). Ou seja, o motivo de se extinguir a punibilidade é a ausência da ré, devido ao seu falecimento.

“Mas sem réu não há quem absolver”, conclui o jurista.