As razões de Bolsonaro e Teich

Sonia Racy

16 de maio de 2020 | 00h40

Indagada a respeito do pedido de demissão de Nelson Teich do ministério da Saúde, fonte da coluna próxima de Bolsonaro bem como do médico, acredita que ambos têm razão nas suas posições.

Bolsonaro, em insistir na cloroquina, e Teich de não se arriscar a recomendá-la antes de comprovação científica real. “O presidente pensa em quantas vidas o remédio poderia salvar, mesmo com algumas baixas. E Nelson, técnico, pensa em quantas vidas poderíamos perder com a administração da cloroquina”.

A mesma fonte – que não é da área médica – defende que perto da morte, é melhor arriscar a cloroquina.

Repeteco

O Covid-19 Treatment Guidelines Panel – órgão criado pelo governo Trump em dezembro – recomendou, dia 3 de maio, o “não uso da combinação cloroquina/ azitromicina”. Baseado em pesquisa feita entre o Natal e 20 de abril de 2020.

Se sentindo…

Nos últimos dias, era recorrente Nelson Teich buscar, no seu campo de visão, Eduardo Pazuello, o então número 2 na Saúde, como ‘suporte’ em público. Pazuello chegou forte ao governo pelas mãos de Augusto Heleno e, assim como Bolsonaro, foi da Aman.

…em casa

O general carioca, que costuma chamar todos de ‘brother’, desejava, antes da saída de Teich, voltar pra casa, em Manaus, pós-pandemia.

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