Arte concentrada

Sonia Racy

30 de abril de 2010 | 08h26

Essa, Lula perdeu. Se tivesse vindo para a abertura da SP-Arte, anteontem, no prédio da Bienal, saberia que nunca antes na história deste País a arte brasileira esteve tão valorizada. E líquida.

Fato comprovado por conhecido colecionador que, ao perguntar – em três galerias diferentes – sobre obras de que gostou, recebeu a informação de que já estavam vendidas. “Não teriam por que mentir, fazer o número ‘já vendeu’ para mim, que sou comprador assíduo”, conta ele.

É comum, entre os galeristas, valorizar obras dizendo estarem vendidas quando, na realidade, estão é reservadas. Não parece ser o caso dessa feira. Na quarta, às 21 horas, não se conseguia sequer andar pelos largos corredores da Bienal, nos quais chamava a atenção a presença da importante galeria londrina Stephen Friedman – além de outras menores, também internacionais.

Entre os visitantes, cerca de 20 curadores passeavam espantados – um deles era Paul Jenkins, da galeria internacional Gagosian. Esses curadores cumprem programa extenso. Na terça, começaram na Pinacoteca, passaram pelo IAC, onde viram a coleção de Almeida Braga, visitaram a coleção de Andrea e Zé Olympio Pereira. Ontem, foi a vez da coleção de Suzana e Ricardo Steinbruch e, depois, Helio Oiticica na veia no Itaú Cultural. Hoje tem visita ao MAC e depois passagem pelo Atelier Fidalga.

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