Arquitetos reagem a Bolsonaro e cobram manutenção do Ministério das Cidades

Sonia Racy

25 de julho de 2018 | 15h26

PAULO MENDES DA ROCHA. FOTO SILVANA GARZARO / ESTADÃO

Ao anunciar no domingo — no lançamento de sua candidatura -, a intenção de, se eleito, extinguir o Ministério da Cidades, Jair Bolsonaro desagradou em cheio aos 160 mil arquitetos e urbanistas do País. Em uma  Carta Aberta pelo Direito à Cidade, dirigida  a todos os presidenciáveis, divulgada na manhã desta quarta-feira, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo e o Instituto de Arquitetos do Brasil propuseram exatamente o contrário: manter a pasta, garantir sua autonomia técnica e “preservá-la de ingerências político -partidárias”.

O texto do documento vinha sendo discutido já há algum tempo. Em sua preparação, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha propôs à categoria “tomar o ministério”. E sugeriu: “Um governo inteligente e justo pode ouvir a classe e convidá-la a indicar quem será o ministro das Cidades”.

No documento são mencionados 53 propostas divididas em vários eixos. Entre outras, o conselho propõe “uma governança urbana inovadora” destacando metas como “manter a autonomia do ministério”, “fortalecer os governos locais das cidades”, “retomar a urbanização das favelas” e “ampliar as redes ferroviária e aquaviária para maior integração do território”, “revisar a lei de licitações”.

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