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Sonia Racy

17 de fevereiro de 2012 | 23h00

Que réveillon que nada. É no carnaval que o Rio ferve de verdade. Para falar sobre a semana de folia, a coluna convidou as relações-públicas de dois dos melhores hotéis da cidade, que concorrem “hóspede a hóspede”. Uma briga surda e constante, mas muito respeitosa.

Trata-se de Paula Bezerra de Mello, do Fasano Rio, e Cláudia Fialho, do Copacabana Palace – que cuida não só do Copa, mas de toda a rede Orient-Express no Brasil.

PAULA BEZERRA DE MELLO
HOTEL FASANO

Por que você considera o Fasano o melhor hotel do Rio?

(risos) Não sei se somos o melhor hotel. Mas somos, com certeza, modernos e temos ótima localização – além de contarmos com a Cristiana Kastrup, gerente geral, e o Rogério Fasano.

Qual o principal diferencial do hotel?

Somos minimalistas. O atendimento é ultrapersonalizado, sem ser invasivo. Por exemplo: na primeira vez em que o cliente se hospeda no Fasano, prestamos atenção em tudo e incluímos no cadastro. Na segunda vez, o chinelo e o roupão já serão do tamanho dele. Se tem bebê, deixamos um ursinho de pelúcia com o nome da criança no quarto. A ideia é que ele se sinta em casa. Por isso, não ostentamos logomarcas do hotel pelas paredes.

O carnaval é a melhor época do ano para o Fasano?

Olha, não paramos desde o Rock in Rio. Daí vieram o réveillon, as férias, carnaval… O hotel sempre está cheio.

Vocês estão lotados para o carnaval? Desde quando?

Somos um hotel pequeno, com 89 apartamentos. Desde o réveillon, já fechamos 80%.

Quanto custa a diária média e a do carnaval?

Nossa diária varia entre R$ 1.350 e R$ 6.720. No carnaval, os pacotes custam de R$ 16.200 a R$ 81.000.

Que hóspede exige mais?

Costumamos receber chefes de Estado, celebridades. Geralmente, quem tem restrições avisa antes. Mas claro que acontece de um hóspede pegar quarto simples e exigir coisas impossíveis. Mesmo assim, é para ontem (risos).

Quem é o hóspede da vez no Fasano neste carnaval?

Não podemos falar. Não gostamos de dizer, mesmo que, no caso, não haja contrato de confidencialidade. É parte da política do hotel respeitar a privacidade dos hóspedes. Somos muito discretos.

CLÁUDIA FIALHO
COPACABANA PALACE

Por que você considera o Copa o melhor hotel do Rio?

Ele foi construído em uma época em que havia fartura e abundância de espaços. São, certamente, os apartamentos e suítes mais espaçosos e generosos da hotelaria carioca. E nosso serviço é excelente. Bem como nossos dois restaurantes, Pérgula e Cipriani. Prova disso é que boa parte dos clientes dos restaurantes são os próprios cariocas.

Qual o principal diferencial?

Destaco a única piscina semiolímpica de hotel no Rio. Conseguimos acomodar cerca de 200 pessoas, com frutas sendo servidas por atendentes e toalhinhas geladas. E nossos salões (com pé direito de 14 metros e mármore italiano), ideais para festas e casamentos.

O carnaval é a melhor época do ano para vocês?

A melhor época é… o ano todo. No carnaval, o clima é muito alegre. E é fácil para os hóspedes chegarem ao tradicional baile do Copa: só precisam pegar o elevador!

O hotel está lotado? Desde quando?

Estamos com média de 90% de ocupação, com reservas feitas desde o ano passado. Muitas delas são feitas durante o carnaval do ano anterior – por hóspedes tradicionais.

Quanto custa uma diária no Copa? E durante o carnaval?

Nossa diária média anual está em torno de US$ 600 por apartamento. No carnaval, chega a US$ 1.850.

Que hóspede exige mais?

Para nós, atender os desejos de nossos hóspedes é de praxe. Não temos missão impossível – desde que a ética não seja infringida, claro.

Qual o hóspede da vez neste carnaval?

Não divulgamos nomes. Existem muitos contratos que exigem confidencialidade por parte do hotel. Mas adianto: teria de citar 243 nomes. /DÉBORA BERGAMASCO E PAULA BONELLI

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