Aquele abraço

Aquele abraço

Sonia Racy

19 de maio de 2010 | 07h58

RONALDO NAZARIOok

Rompidos desde a Copa de 2006, Ricardo Teixeira e Ronaldo voltaram às boas. Dirigente e jogador tiveram um reencontro afetuoso, segunda, no fim da concorrida festa de 30 anos da Traffic Sports, em São Paulo.

A aproximação teve ares de novela. Acompanhado de dois seguranças e de Bia, sua mulher, o craque repetiu o mesmo script desde o fiasco brasileiro na Alemanha: ignorou o presidente da CBF. Chegou ao evento após o show do cover de Michael Jackson e se refugiou no fundo do salão do Hotel Unique. Em uma mesa reservada, assistiu ao show de Lulu Santos, sempre com uma taça de champanhe na mão.

Ao perceber a saia justa, J.Hawilla entrou em campo. Conversa daqui, conversa de lá, e o anfitrião costurou a paz. Já passava da meia-noite quando o Fenômeno cruzou o salão e deu um longo abraço de urso no desafeto, que retribuiu com um beijo no rosto. “Não tinha motivo essa divergência”, celebrou o “embaixador” Hawilla. “Foi a imprensa que brigou ‘ele comigo e eu com ele’. Quando duas pessoas se abraçam e se beijam, isso quer dizer o quê? Que elas se gostam. Precisa de mais alguma coisa?”, pergunta Ricardo Teixeira.

E logo uma roda de amigos se formou. “Cuidado, Andrés. O Dunga vai dar muita ‘porrada’ na Copa”, brincou Ronaldo com Andrés Sanchez, presidente do Corinthians e escolhido para chefiar a delegação brasileira na África do Sul. Teixeira e Ronaldo ficaram de almoçar juntos assim que agenda deles permitir.

Muitos tucanos pousaram na festa, mas só um petista apareceu: Marta Suplicy. E da coligação lulista, estava Protógenes Queiroz que passou a noite distribuindo… cartões de visita do PC do B.

Por Pedro Venceslau

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