Após morte de cachorro, trio investe em marca de comida biologicamente apropriada para pets

Marcela Paes

11 de setembro de 2021 | 00h40

Adriana Amaral, uma das sócias da Original B.A.R.F. Foto: Silvana Garzaro/Estadão

A ideia para criar a marca de comida para pets Original B.A.R.F surgiu com a morte de uma das cachorrinhas de Manuela Amaral e de seu marido, Luís Henrique Barbosa. Os dois moravam fora do Brasil e perderam Mia para um linfoma. “Começamos a pensar no assunto. Por que os cachorros estão ficando cada vez mais doentes, muitos com câncer? Descobrimos que a alimentação é a chave para resolver o problema”, explica Manuela.

O nome significa Biologically Appropriate Raw Food, método utilizado em diversos países. Adriana, irmã de Manuela, também entrou na empreitada e assim surgiu a empresa – que tem como diferencial oferecer alimentação biologicamente apropriada para cães e gatos.

De acordo com Manuela – filha do embaixador Sergio Amaral – os alimentos se restringem ao tipo de comida que o animal encontraria na natureza. “As rações tradicionais são cheias de carboidrato e os cachorros, por exemplo, são animais essencialmente carnívoros. Nunca comeriam tanto carboidrato”, explica.

As diferenças não ficam por aí. Tudo o que produzem também é apropriado para consumo humano. O que não quer dizer que seja comida para gente, e sim, que todos os insumos usados são aprovados pela Anvisa para serem consumidos por pessoas.

“Não usamos o resto da carne. Todo o óleo é prensado a frio, por exemplo”, diz Adriana. Segundo elas, os benefícios para os animais são notórios com a mudança na alimentação.

“Recebemos muitos feedbacks legais de clientes. Também temos uma cachorrinha com doença autoimune que praticamente se curou depois da mudança”, comemoram. Em tempo: parte do lucro é revertido para o tratamento veterinário de animais abandonados.

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