Apoio ao Líbano tem que ser ‘bem coordenado’, diz presidente da Câmara Brasil-Líbano

Sonia Racy

06 de agosto de 2020 | 00h30

A explosão, no porto de Beirute, anteontem, de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, já é considerada a quarta maior explosão desencadeada em área povoada de toda história da humanidade, atrás de Hiroshima, Nagasaki e Halifax, no Canadá, em 1917. Segundo fontes da coluna, nascidas no Líbano, a perplexidade impera na capital. O bairro católico, localizado perto do porto, por exemplo, está praticamente destruído. 

 A tragédia levantou todo tipo de suspeitas. Alta fonte da coluna acha que não é hora para achismos sobre o que realmente causou a explosão: erro humano ou atentado? “Temos que ser responsáveis e esperar”.

 O impacto resulta no desmoronamento do processo de reconstrução da capital, iniciado depois da guerra de 2006. “Há pessoas que perderam todo o dinheiro aplicado nos bancos falidos e agora, em poucos segundos, perderam o resto”, lamenta a mesma fonte. 

 Como descendentes de libaneses no Brasil podem ajudar? Segundo ponderou à coluna Guilherme Mattar, presidente da Câmara Brasil-Líbano, esse apoio tem que ser muito bem coordenado. “Caso contrário não sai do papel”. 

 Nos corredores da OMC, a pergunta era: por quê Emmanuel Macron decidiu voar para Beirute? Movimento humanitário ou político? Provavelmente os dois: O presidente tem muitos amigos franco-libaneses. 

Outras palavras 

 Livreiros estão se organizando para contestar a proposta de reforma tributária que pretende incluir livros na categoria bens e serviços, taxados com alíquota de 12%. Entidades representativas do setor divulgaram ontem manifesto conjunto pedindo a manutenção da isenção dos impostos cobrados sobre livros, em vigor desde 1946. 

 O documento está assinado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros, a Câmara Brasileira do Livro e a Abrelivros. 

 Outras palavras 2 

 Segundo Vitor Tavares, presidente, da Câmara Brasileira do Livro, a frente agendou reuniões com senadores e deputados para tentar frear a tributação. “Ela acaba com nosso setor já muito prejudicado pela pandemia. 

 

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