Apenas 12% dos prefeitos eleitos no primeiro turno das eleições 2020 são mulheres

Sonia Racy

20 de novembro de 2020 | 00h50

URNA BIOMÉTRICA. FOTO: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

URNA BIOMÉTRICA. FOTO: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Apesar da sensação de que as mulheres ganharam espaço no primeiro turno das eleições 2020, os números mostram que o salto foi pequeno.  

O MDB elegeu 107 prefeitas no primeiro turno, o PSDB 53 e o PT, 23, por exemplo. Do total de prefeitos eleitos no Brasil apenas 12% são mulheres, contra 11,7% no pleito de 2016, segundo a plataforma 72horas.org. 

Salto baixo 2 

Drica Guzzi, do Movimento Vote Nelas, explica que a situação não foi muito diferente em relação às vereadoras eleitas: um aumento de somente 2,5% na comparação ao último pleito há quatro anos. “Neste compasso, levaremos duas décadas para equiparar mulheres e homens nas instâncias de poder.” 

Salto no chão 

Serão nove mil mulheres para mais de 48 mil cadeiras nas câmaras de vereadores de todo o País, a partir do ano que vem. “O caminho para diminuir essa desigualdade de representatividade passa pela distribuição dos recursos dos fundos eleitorais, é uma das causas urgentes neste processo”, conclui Drica. 

Segundo turno 

Elsinho Mouco, marqueteiro de Celso Russomanno, investiu no trocadilho para ironizar a afirmação de Boulos – na sabatina do Estadão, anteontem, de que a contratação de mais servidores públicos ajuda a diminuir o déficit da previdência municipal.  

 “Essa é a verdadeira receita de um Boulos de problemas”, afirmou. 

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