Abertura da Olimpíada foi experiência única, diz o ‘Oscar’ Eddie Redmayne

Abertura da Olimpíada foi experiência única, diz o ‘Oscar’ Eddie Redmayne

Sonia Racy

09 de agosto de 2016 | 01h00

EXCLUSIVO DIRETO DA FONTE

Não só o menor número de chefes de Estado é sentido nesta Olimpíada – também o de celebridades. No primeiro fim de semana dos Jogos, as atrações principais foram os atores Camila Belle e Eddie Redmayne,  Oscar de ator em 2015 no papel do físico Stephen Hawking em A Teoria de Tudo. Ambos vieram ao Brasil convite da Omega, patrocinadora dos Jogos.

Na festa da marca – sábado, na Casa Omega, em Ipanema –, a atriz se mostrou inteiramente à vontade, circulando entre os seletos convidados. Já o britânico fez seu rasante em um cercadinho vip, sem permitir fotografias ou aproximações. Horas antes, no entanto, o ganhador do Oscar topou, sim, receber a coluna para uma breve entrevista. Contrastando com o ambiente externo – calor de 25.º registrados na praia, do lado de fora – a conversa foi em sala fechada, com ar condicionado, à luz de velas, com o ator trajando um elegante terno preto. A noite, ele apareceu de branco. Abaixo, trechos da entrevista;

Qual sua primeira avaliação do Brasil e dos Jogos?
Estou apaixonado. É a minha primeira vez na América do Sul e, desde o momento em que desci do avião estou vivendo essa experiência de intensa vibração, tudo pulsando. É maluco viver isso.

Sentiu esse clima na abertura?
Sim, completamente. Estou até agora estupefato. Achei fascinante, uma experiência única. Como tive a chance de trabalhar no teatro, fiquei pensando em como os produtores se viraram para ocupar um espaço tão grande e também se apresentar para duas plateias: a que estava lá e a que estava em casa, no planeta inteiro, vendo pela televisão.

Na abertura falou-se muito sobre paz entre as nações. O contexto atual, no entanto, mostra grandes conflitos. Como britânico, o que achou do Brexit?
Não quero falar de política, porque acho que este não é o lugar correto, mas o que achei extraordinário foi que o mundo inteiro estava junto lá. Todos os países representados, com suas roupas, sua cultura, os chefes de Estado. E os refugiados também estavam lá. Tudo isso só me fez perceber como o esporte pode ser algo capaz de construir a união e um elemento de encorajar a paz. Eu senti que o fato de a Olimpíada estar acontecendo nesse momento, em particular, é realmente algo especial.

Você é fã de esporte? Pratica alguma coisa?
Adoro jogar tênis, sou fã do Andy Murray e gosto de rúgbi também. Mas como não sou bom em nada, prefiro mesmo é assistir. Sempre acompanhei a Olimpíada, desde pequeno. Meus irmãos são muito fãs de esporte, e “me educaram” em futebol também. Em teoria eu torço para o Arsenal, mas não sou um grande torcedor.

Neste ano se completam 400 anos da morte de William Shakespeare. Muitas homenagens estão acontecendo…
Sim, e eu comecei minha carreira no teatro. Na Inglaterra temos Shakespeare no sangue, desde pequenos. E o que eu acho mais impressionante dele é que suas peças podem ser lidas em diferentes momentos da vida, com visões inteiramente diferentes sobre o mesmo texto. Também me impressiona a sua capacidade de observar o mundo e colocar em palavras coisas que nós sentimos e não sabemos descrever.

A Inglaterra tem exportado muitas séries. Você assiste?
Sou péssimo de séries. Eu e minha mulher… (risos). Sei que tenho que começar a ver Game Of Thrones. Conheço os atores, sei que tenho que ver, mas tenho uma personalidade muito viciada. Sei que quando eu começar, vou fazer um intensivo.

Você acabou de se tornar pai, o que mudou em sua vida?
É tudo tão novo. Todo mundo te diz o que fazer, mas acredito, como todo pai, que só eu me sinto dessa maneira. /MARILIA NEUSTEIN .

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