Anatel decide hoje se autoriza fusão AT&T e Warner

Anatel decide hoje se autoriza fusão AT&T e Warner

Sonia Racy

12 de dezembro de 2019 | 00h40

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FUSÃO ENTRE AT&T E TIMEWARNER. REPRODUÇÃO

 

O mercado audiovisual brasileiro aguarda, atento, a reunião de hoje do conselho da Anatel que decidirá, em Brasília, se autoriza ou não, aqui, a fusão da AT&T com a programadora Time Warner.

Por trás dessa decisão, negócios gigantes. A Warner promete, com a fusão aprovada, injetar R$ 2 bilhões em produções nacionais – informação recebida pelo próprio governador João Doria ao visitar a sede da empresa, semana passada. Outro dado de peso: a Netflix e a Amazon devem investir, este ano, em filmes e TV, cerca de US$ 22 bilhões.

Se fusão for rejeitada, País não
verá muitas grandes produções

Se a Anatel rejeitar, “o Brasil pode ficar sem acesso a grandes sucessos de bilheteria mundiais”, disse à coluna Roger Entner, fundador da Recon Analytics, de Los Angeles. E isso sinalizaria, diz ele, “que o País não está aberto a novos investimentos”.

Mas Mauro Garcia, da associação dos produtores independentes, lembra que a decisão da Anatel não basta. O Congresso tem ainda que aprovar uma lei sobre propriedade cruzada no Brasil.

BNDES fecha o cerco na
escolha de novo corregedor

Pela primeira vez o BNDES está fazendo seleção interna para preencher vaga de corregedor do banco. Uma exigência gerou burburinho: não pode ser escolhido quem exercer “cargo ou função em entidades político-partidárias, associativas, sindicais ou patronais”. Ser filiado a partido político pode, por ser “direito fundamental”.

Para a vaga de superintendente de RH o banco recorreu a uma consultoria externa para avaliar “o perfil comportamental” dos candidatos. À coluna, o BNDES informa que segue as mesmas orientações da CGU e está “alinhado com melhores práticas de mercado”.

Funcionários ficam
fora do processo

Arthur Koblitz, da associação de funcionários, diz que ela não foi consultada. “Fomos surpreendidos por esta seleção atual, sobretudo por chamarem empresa privada”.

Maioria acha que influência
de EUA e China será positiva

Pesquisa feita em 29 países, pela Ipsos, revela que 53% dos quase 19 mil consultados acham que EUA e China terão influência positiva nos negócios mundiais na próxima década. A Ipsos também perguntou se o livre comércio é benéfico para a economia. Os que mais apoiaram a ideia foram, pela ordem, México (93%) e China (92%).

Clima quente na saída de
ex-secretária do Audiovisual

Não foi a primeira vez que Katiane Gouvêa, exonerada ontem do cargo de secretária do Audiovisual – com direito a bate-boca –, teve problemas em órgãos em que trabalhou. Segundo fontes da coluna, ela foi demitida também da Apex, onde ficou por dois anos e saiu brigada com muitos colegas.

A proximidade de Roberto Alvim e Katiane, no passado, é preocupação no governo, já que a ex-secretária fez, durante discussão com Alvim, promessa de “levar muita gente junto”.

Catálogo de Tarsila entre
os tops do NY Times

O catálogo da exposição Tarsila Popular, que bateu recorde histórico de público no Masp, acaba de ser escolhido pelo The New York Times como um dos melhores do ano, ao lado de outros seis. Organizado por Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, o livro está a venda em português e inglês no Masp Loja.

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