Ambientalistas e moradores assinam carta contra obras da mineradora Bamin no sul da Bahia

Sonia Racy

07 de março de 2021 | 00h50

Circula, no meio ambiental, carta pública contra o início das obras da mineradora Bamin, no sul da Bahia – assinada pela população local e por ambientalistas de peso –, reclamando não só do projeto em si mas também da total falta de diálogo da mineradora do Casaquistão com moradores da região.

E mais: a empresa possui várias pendências, não só com a população da região, mas também com o MP.

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Segundo o levantamento feito pelo Ibama, em outubro de 2020, o empreendimento acumula 450 ocorrências de passivo ambiental, sendo que 62% estão classificadas como de gravidade média ou alta.

Desses passivos, 249 são relacionadas à erosão e assoreamento, 22% erosão e 10% de “suspensão de vegetação”.

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As obras estão marcadas para começar em novembro – a ideia é a explorar a mina Pedra de Ferro, no município de Caetité, produzindo 800 mil toneladas por ano. Escoamento? Por meio de caminhões até o terminal de transbordo em Licínio de Almeida, onde o minério será transportado pela ferrovia Centro Atlântica e depois por caminhões, até o porto da Enseada, em Maragogipe.

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A carta, assinada por 9 entidades, exibe várias exigências. A mais urgente é da suspensão de todo processo enquanto durar a pandemia. O projeto existe há 15 anos e conseguiu aprovação recentemente.

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