Alta tensão

Sonia Racy

10 de janeiro de 2012 | 23h01

O Teatro Gazeta estava com seus 700 lugares ocupados, anteontem. Mesmo assim, o diretor Alexandre Reinecke (foto 1) estava tenso com a pré-estreia de sua peça Como Se Tornar uma Super Mãe em Dez Lições, comédia sobre a típica mãe judia. Depois do espetáculo, tomando uísque para relaxar, recebeu a coluna nas coxias, com um desabafo.

Que tal a noite?

Pré-estreia é foda, viu? Em noite só com convidados, vem o pessoal do teatro e fica assim (faz pose de sério, empinando o nariz). Com Toc-Toc, há três anos e meio em cartaz, aconteceu a mesma coisa. A pré-estreia foi uma catástrofe (risos).

Quanto tempo de preparação para este espetáculo?

Tem uma história engraçada. A Eva Wilma, em 2010, pediu para fazer uma comédia comigo. Achei esta peça (baseada no best seller “Manual da Mãe Judia”, de Dan Greenburg), negociei os direitos e, quando estava tudo certo, ela teve de entrar na novela (Fina Estampa). Mas pensei: “Já que tive esse trabalho todo, vou seguir adiante”. Convidei a Ana Lúcia Torre, com quem já ensaiava outra montagem. O ano passado foi de tradução, readaptação, produção e ensaios.

Por que você, que não é filho de mãe judia, escolheu este texto?

Sou descendente de alemão, e minha mãe é pernambucana. Mas ela sempre foi desse estilo. Por exemplo: chega ao teatro para ver peça minha toda metida, toda cheia de orgulho. Ela criou, sozinha, três meninos – da pior qualidade, diga-se de passagem. Tanto é que chamavam a mim e a meus dois irmãos de Barrabás, Satanás e Lúcifer. Ou de três filmes da época: Terremoto, Inferno na Torre e Tubarão.

D.B.

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